Comparação de variáveis cardiorrespiratórias e desempenho funcional entre corredores e não corredores em teste ergométrico: o impacto da idade e da massa corporal.

Resumo

A corrida de rua destaca-se pelo amplo crescimento e associação com a melhora da aptidão física, porém as respostas cardiorrespiratórias integradas nem sempre evidenciam discrepâncias óbvias quando comparadas a populações não praticantes. O presente estudo teve como objetivo comparar variáveis de desempenho obtidas em teste ergométrico máximo entre corredores e não corredores, analisando as respostas de frequência cardíaca (FC), consumo máximo de oxigênio (VO_2máx) e velocidades associadas ao esforço. A metodologia consistiu em uma pesquisa quantitativa e transversal com 20 voluntários do sexo masculino, divididos em dois grupos: Corredores (n = 10, experientes em provas de rua) e Não Corredores (n = 10, indivíduos ativos não corredores). Todos os sujeitos realizaram avaliações antropométricas e foram submetidos a um teste ergométrico máximo incremental em esteira no Laboratório de Avaliação Física da Uniceplac. Os resultados da caracterização da amostra demonstraram que o grupo de não corredores era estatisticamente mais jovem (30,3 ±9,3 anos vs. 38,6 ±9,0 anos; p < 0,05) e possuía maior peso corporal total (80,4 ±12,8 kg vs. 70,8 ±12,8 kg; p < 0,05), situando-se na faixa de sobrepeso/obesidade grau 1, enquanto os corredores eram eutróficos. Na análise das variáveis hemodinâmicas e funcionais, os valores de frequência cardíaca de limiar (160,2 ±18,8 bpm vs. 167,7 ±7,1 bpm), frequência cardíaca máxima (177,8 ±10,2 bpm vs. 178,5 ±9,8 bpm), frequência cardíaca de recuperação (-27,1 ±9,5 bpm vs. 26,7 ±8,7 bpm), VO_2máx (44,5 ±3,6 vs. 41,1 ±6,8 ml.kg.min-1), velocidade no limiar (11,2 ±1,1 km/h vs. 11,1 ±1,8 km/h) e velocidade aeróbia máxima (13,8 ±1,0 km/h vs. 13,1 ±2,0 km/h) foram semelhantes entre os grupos, sem diferença estatisticamente significativa (p > 0,05). Conclui-se que o treinamento crônico de corrida foi capaz de mitigar o declínio fisiológico esperado decorrente do avanço da idade no grupo de corredores, permitindo que indivíduos cerca de oito anos mais velhos apresentassem um rendimento funcional e uma eficiência cardiovascular equivalentes aos de sujeitos mais jovens. Do ponto de vista mecânico e cinesiológico, infere-se que, apesar da similaridade na aptidão física momentânea em laboratório, o menor peso e as adaptações teciduais específicas conferem aos corredores um aparelho locomotor mais resiliente e com menor suscetibilidade a lesões por sobrecarga em comparação aos não praticantes.

Descrição

Trabalho de Conclusão de Curso (graduação) - UNICEPLAC - Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos, Curso de Educação Física, 2026.

Citação

PAIVA JÚNIOR, Paulo; OLIVEIRA, Paulo Roberto Junior de Godoi. Comparação de variáveis cardiorrespiratórias e desempenho funcional entre corredores e não corredores em teste ergométrico: o impacto da idade e da massa corporal. Orientador: Rafael dos Reis Vieira Olher. 2026. 21f. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharel em Educação Física) - UNICEPLAC - Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos, 2026.

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