Repositório Institucional do Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos

O Repositório Institucional do Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos (RIUniceplac) tem como missão armazenar, preservar e disseminar a produção científica acadêmica da Instituição. Todos os seus conteúdos estão disponíveis publicamente, ampliando assim a visibilidade da Instituição e dos seus pesquisadores dentro do universo acadêmico. Para quaisquer informações a respeito do Repositório, entrar em contato com a Biblioteca da Uniceplac, por meio do e-mail: biblioteca@uniceplac.edu.br, ou pelo telefone: (61) 3035-3905.

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Importância de um banco de tecido ósseo e seus impactos para a saúde brasileira.
(2024-07-20) Rincon, Raíssa Gonçalves
O tecido ósseo é enriquecido com células especializadas, como osteócitos, desempenhando um papel crucial na manutenção e reparo do osso. Tais células contribuem para a regulação do metabolismo ósseo e para a adaptação do osso às demandas biomecânicas. Adicionalmente, o osso abriga células-tronco mesenquimais, uma fonte valiosa de células regenerativas com a capacidade de diferenciar-se em diversos tipos celulares. Essa característica amplia as aplicações clínicas do tecido ósseo, demonstrando utilidade em procedimentos variados, desde enxertos dentários até reconstruções faciais e intervenções ortopédicas complexas. Neste estudo, será utilizada a abordagem da revisão narrativa como método de pesquisa, uma escolha que se alinha com os objetivos delineados, que é compreender a importância dos bancos de tecidos ósseo e seus impactos no sistema de saúde brasileiro. Foram encontrados estudos que relatam que os bancos de tecidos, por definição, se trata de centros especializados em preservação de amostras biológicas que representam espaços destinados à guarda de tecidos variados, visando propósitos como investigação científica, procedimentos de transplante e análises clínicas. Dessa maneira, conclui se que o banco de tecido quando instalado, apresenta um impacto positivo, que já vem se comprovando no Brasil e no mundo.
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Mortalidade materna e a pandemia de COVID-19: impacto sobre negras brasileiras, entre 2017 e 2022.
(2024-07-20) Paula, Isabelle Alves de
OBJETIVOS: Este estudo visa comparar as taxas de mortalidade materna entre mulheres negras e outras raças nas macrorregiões brasileiras de 2017 a 2022, com foco na identificação de períodos, variações regionais e nas complexas interações entre raça e saúde materna. METODOLOGIA: O estudo é transversal retrospectivo, utilizando dados do Sistema de Informação de Mortalidade (SIM) de 2017 a 2022. Seguindo o Checklist STROBE, compara a prevalência de mortes maternas entre mulheres negras e outras, com foco no impacto da pandemia de Covid 19. RESULTADOS: Durante 2017-2022, o SIM registrou 11.306 mortes maternas, com uma Razão de Mortalidade Materna (RMM) de 67,8/1.000 nascidos vivos. No período pré-pandêmico (2017 2019), a RMM foi de 170/1.000, enquanto durante a pandemia (2020-2022), houve um aumento para 238/1.000, representando um aumento de 40% nas mortes maternas. Apesar do aumento geral na razão de mortalidade materna durante a pandemia, a análise estatística não mostrou um impacto significativo entre mulheres negras e brancas (Valor p= 0,253). CONCLUSÃO: Embora não haja um aumento estatisticamente significativo nas disparidades raciais entre mulheres negras e brancas, as taxas de mortalidade materna continuam altas entre as mulheres negras, especialmente durante a pandemia. Dessa forma, esse cenário demonstra a necessidade de construção, implementação e avaliação contínua de políticas públicas interseccionais centradas na redução de desigualdades estruturantes. Tais políticas devem ser acompanhadas de indicadores e metas específicas para o combate às desigualdades com recortes raciais na saúde materna.
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Corticóides e descompressão precoce do nervo facial na paralisia de Bell: uma revisão sistemática e meta-análise.
(2024-07-20) Porto, Danielle Lopes
Objetivos: Este trabalho é um estudo recente com o objetivo de comparar a eficácia terapêutica entre o tratamento conservador e o DNF. Além disso, é comparado o DNF antes de 14 dias e com 15 a 30 dias de sintomas, a fim de encontrar uma melhor janela de tempo para tratamento cirúrgico em pacientes com paralisia de Bell completa. Esses tópicos serão estudados por meio de uma revisão sistemática e meta-análise. Métodos: Foi realizada uma pesquisa bibliográfica em inglês e seguindo as recomendações do PRISMA. A seleção dos estudos foi realizada seguindo os critérios de elegibilidade de acordo com a estratégia PICOS – pacientes com paralisia facial idiopática; comparação direta da recuperação da função do nervo facial entre DNF e tratamentos conservadores; Sistema de classificação House-Brackmann (HBGS); ensaio prospectivo, duplo-cego, randomizado e controlado. Um total de 5 estudos foram incluídos nesta revisão sistemática. Resultados: Com base no modelo de efeitos aleatórios ajustado em todos os cinco estudos, as pontuações de House-Brackmann melhoraram mais no grupo experimental DNF do que no grupo conservador de controle (MD, –0,27; IC 95%, –0,72 a 0,17), mas esta melhoria não alcançou significância estatística. Conclusões: Não há evidências suficientes para recomendar a terapia de descompressão do nervo facial em vez da terapia conservadora. Mas se a DNF for a terapia escolhida para o tratamento da paralisia facial, a cirurgia deve ser realizada em até 14 dias do início dos sintomas para maiores graus de melhora de acordo com a escala de House Brackmann.
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Os desafios e os resultados da reprodução assistida em pacientes com infertilidade por endometriose.
(2024-07-20) Souza, Lara Medeiros de; Ribeiro, Marcella Motão
A endometriose é uma doença complexa caracterizada por tecido endometrial ectópico. Sabe-se que essa doença afeta negativamente na fertilidade e o principal tratamento para infertilidade consiste em técnicas de reprodução assistida. Este estudo tem como objetivo descrever os impactos da infertilidade por endometriose na reprodução assistida, analisar a influência dos fatores de gravidade, os avanços das técnicas empregadas e o desfecho em mulheres submetidas a este tratamento. Para isso, foi conduzida uma revisão narrativa da literatura com busca nas bases de dados LILACS, MEDLINE e SciELO utilizando os descritores “endometriosis” AND “infertility” AND “assisted reproduction”. Foram encontrados 481 estudos, dos quais 19 se enquadravam nos critérios de inclusão e exclusão e respondiam à pergunta norteadora de pesquisa “qual impacto da endometriose em pacientes inférteis que optam pelos métodos de reprodução assistida?”. Foi evidenciado que não há consenso entre diferentes pontos analisados como a necessidade de cirurgia prévia ao tratamento de fertilização e taxa de sucesso de implantação. Ademais, os resultados demonstraram que a utilização de embriões congelados é mais eficaz em relação a embriões frescos. Além disso, casos de maior gravidade estão associados a maior efeito negativo na função ovariana. Ao analisar o desfecho, não houve variação entre o número de nascidos vivos em mulheres com ou sem a patologia que recorrerem aos métodos de fertilização assistida. Em conclusão, espera-se que este estudo, ao evidenciar a complexidade do manejo terapêutico da infertilidade por endometriose, possibilite um atendimento mais cuidadoso, abrangente e menos invasivo para pacientes com essa condição.
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Desafios e estratégias para o diagnóstico precoce de endometriose em pacientes jovens.
(2024-07-20) Rocha, Ana Clara Oliveira; Rico, Letícia Vieira
A endometriose é uma doença ginecológica caracterizada pela presença de glândulas e/ou estroma endometrial fora do sítio normal. É uma doença que representa impacto negativo na qualidade de vida das mulheres e o seu diagnóstico tardio faz com que essas mulheres experimentem sintomas como a dor crônica e infertilidade. Em grande parte das adolescentes com endometriose, a doença costuma apresentar-se em estágio inicial, o que pode ser um contratempo para identificação precoce da patologia. Sobre os exames diagnósticos, a ressonância magnética tem sido o método de escolha para avaliação, mesmo que a laparoscopia seja o exame padrão ouro no diagnóstico de endometriose profunda, a ultrassonografia transvaginal pode contribuir, por ser um exame acessível, não invasivo e que permite o planejamento pré-operatório. O objetivo deste estudo é identificar e analisar as barreiras do diagnóstico precoce de endometriose em pacientes jovens, especificar os sinais clínicos mais frequentes associados a essa patologia e analisar a eficácia de diferentes modalidades de exames diagnósticos para a detecção precoce. Realizou-se uma revisão narrativa, foi aplicado o protocolo PRISMA, utilizando as bases de dados SciELO, PubMed/MEDLINE e BVS e as bases de dados selecionadas contam com publicações de excelência na área da Saúde.