Repositório Institucional do Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos

O Repositório Institucional do Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos (RIUniceplac) tem como missão armazenar, preservar e disseminar a produção científica acadêmica da Instituição. Todos os seus conteúdos estão disponíveis publicamente, ampliando assim a visibilidade da Instituição e dos seus pesquisadores dentro do universo acadêmico. Para quaisquer informações a respeito do Repositório, entrar em contato com a Biblioteca da Uniceplac, por meio do e-mail: biblioteca@uniceplac.edu.br, ou pelo telefone: (61) 3035-3905.

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Pandemia de covid-19 e agravamento da resistência antimicrobiana (ram) global: padrões de uso de antibióticos e expansão de patógenos resistentes.
(2026-07-20) ARAUJO, Henrique Socha Eid de
O estudo intitulado “Pandemia de Covid-19 e Agravamento da Resistência Antimicrobiana (RAM) Global: Padrões de Uso de Antibióticos e Expansão de Patógenos Resistentes” analisou criticamente a literatura sobre impacto da pandemia de COVID-19 na crise global de Resistência Antimicrobiana (RAM), os padrões de uso de antibióticos e na dinâmica da resistência antimicrobiana em ambientes hospitalares, além de sintetizar evidências acerca dos padrões de prescrição de antibióticos em pacientes hospitalizados com COVID-19, identificou os principais microrganismos multirresistentes associados ao contexto pandêmico e discutiu o impacto da sobrecarga das unidades de terapia intensiva (UTIs) na intensificação da RAM. A Revisão Narrativa foi conduzida por meio de revisão da literatura científica publicada entre 2020 e 2026 na base de dados PubMed/MEDLINE, por meio dos descritores “(COVID-19 OR SARS-CoV-2 OR coronavirus disease) AND (antimicrobial resistance OR antibiotic resistance OR multidrug-resistant organisms OR MDR) AND (antibiotic prescribing OR antibiotic consumption OR empirical therapy OR antimicrobial stewardship)”. A análise evidenciou discrepância entre a elevada prescrição de antibióticos e a baixa confirmação microbiológica de coinfecções bacterianas. Os resultados podem fornecer informações para políticas de stewardship antimicrobiano, aprimorar protocolos de prescrição e fortalecer estratégias de vigilância epidemiológica, contribuindo para a mitigação dos impactos da resistência em contextos pós pandêmicos.
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Perfil da meningite na Região Centro-Oeste do Brasil no período de 2016 a 2025: análise ecológico descritiva de casos confirmados.
(2026-07-20) MACHADO, Rebeca Cirilo Rocha; CRUZ, Sthefany Wyslan Lima da
O estudo "Perfil da meningite na Região Centro-Oeste do Brasil no período de 2016 a 2025: análise ecológico descritiva de casos confirmados" analisou o comportamento epidemiológico da meningite na Região Centro-Oeste do Brasil, abrangendo os estados de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e o Distrito Federal. Trata-se de um estudo ecológico, descritivo, com análise temporal, utilizando dados secundários do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) e do Painel Meningite do Ministério da Saúde, referentes ao período de 2016 a 2025. Foram incluídos todos os casos confirmados de meningite notificados na região, estratificados por faixa etária, sexo, raça/cor e agente etiológico. Os resultados mostraram que Goiás apresentou o maior número de casos (2.607), seguido por Mato Grosso (1.421), Mato Grosso do Sul (1.392) e Distrito Federal (1.029). Observou-se predominância de casos em indivíduos do sexo masculino e de raça parda, com maior incidência entre adultos jovens (20 a 39 anos). As meningites virais e não especificadas foram as mais frequentes, enquanto as bacterianas, embora menos prevalentes, mantiveram relevância epidemiológica. O exame quimiocitológico foi o principal método de confirmação diagnóstica, seguido pela cultura. A maioria dos pacientes evoluiu para alta hospitalar, mas ainda houve número significativo de óbitos.O estudo destaca a importância da vigilância epidemiológica, da notificação adequada e da ampliação do acesso a métodos diagnósticos, especialmente para reduzir a subnotificação e aprimorar as estratégias de prevenção e controle da meningite na região.
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Acidentes domésticos em crianças de 0 a 9 anos no Brasil, 2010–2024: análise ecológica da morbimortalidade e implicações para a APS.
(2026-07-20) VIEIRA, Nayla Cristina Nunes
Os acidentes domésticos na infância constituem importante problema de saúde pública, associados à elevada morbimortalidade, os custos sociais e os impactos significativos nas fases iniciais da vida. Destaca-se seu elevado potencial de prevenção, uma vez que esses eventos estão frequentemente relacionados a vulnerabilidades no ambiente domiciliar, supervisão inadequada e ausência de estratégias preventivas adaptadas às diferentes realidades sociais. Este estudo tem como objetivo analisar o perfil epidemiológico, as tendências temporais e as desigualdades da morbimortalidade por acidentes domésticos em crianças de 0 a 9 anos no Brasil, no período de 2010 a 2024, bem como discutir suas implicações para a Atenção Primária à Saúde. Trata-se de um estudo ecológico de séries temporais, de caráter observacional e abordagem quantitativa, baseadoem dados secundários do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS) e do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), obtidos por meio do TabNet. Foram analisadas as taxas de morbidade e mortalidade, sua variação temporal e distribuição segundo variáveis sociodemográficas e mecanismos de lesão. Foram identificados padrões epidemiológicos, tendências e desigualdades, contribuindo para o fortalecimento de ações de vigilância, prevenção e promoção da saúde no âmbito da Atenção Primária à Saúde.
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Perfil dos atendimentos pediátricos no ciatox DF entre janeiro de 2020 e dezembro de 2024.
(2026-07-20) BITTAR, Matheus de Lima; ROSA, Tiago de Paula
O presente estudo tem como objetivo analisar o perfil epidemiológico dos atendimentos pediátricos realizados pelo Centro de Informações e Assistência Toxicológicas do Distrito Federal (CIATOX- DF) entre janeiro de 2020 e dezembro de 2024, identificando agentes, circunstâncias e desfechos. A metodologia consistiu em um estudo observacional, transversal e analítico de 4.882 registros eletrônicos de pacientes entre zero e 17 anos. Os dados foram submetidos a técnicas de análise multivariada, incluindo Análise de Correspondência Múltipla (MCA) e Análise Hierárquica de Cluster (HCA). Os resultados revelam uma dicotomia epidemiológica: na primeira infância (1 a 4 anos), predominam intoxicações acidentais e exploratórias no ambiente doméstico, envolvendo principalmente medicamentos (50,1%), domissanitários (12,2%) e produtos químicos. Na adolescência, observa-se uma ruptura crítica voltada à saúde mental, com tentativas de suicídio representando 15,2% da casuística geral, afetando majoritariamente o sexo feminino. A via oral foi a principal porta de entrada (79,3%), com desfecho clínico majoritariamente positivo, apresentando taxa de cura de 99,5% e letalidade residual de 0,06%. Conclui-se que a intoxicação pediátrica é um fenômeno heterogêneo influenciado pelo estágio de desenvolvimento da vítima. Os resultados reforçam a necessidade de políticas preventivas segmentadas: foco na segurança do armazenamento doméstico para crianças e fortalecimento do suporte psicossocial e vigilância sobre o acesso a medicamentos para adolescentes.
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Perspectivas sobre a telemedicina na atenção primária no brasil: uma revisão integrativa (2010–2021).
(2026-07-20) LEAL, Milena Lucio; ALMEIDA, Simone de Jesus Santos de
O presente estudo analisa o papel da telemedicina como estratégia de fortalecimento da Atenção Primária à Saúde (APS) no Brasil. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, cuja pergunta de pesquisa foi estruturada por meio da estratégia PICo (População, Intervenção, Contexto). A busca de dados abrangeu as bases de dados PubMed (Publisher Medline / Literatura Médica Pública), SciELO (Scientific Electronic Library Online / Biblioteca Científica Eletrônica em Linha) e na BVS (Biblioteca Virtual em Saúde), por meio das bases LILACS (Literatura Latino- Americana e do Caribe em Ciências da Saúde) e BDENF (Base de Dados de Enfermagem), selecionando produções científicas publicadas entre 2010 e 2021. O objetivo central foi identificar como a incorporação tecnológica, acelerada pela pandemia de COVID-19, impactou a resolutividade e o acesso no nível primário de atenção. Os resultados apontam que a telessaúde atua como um vetor de equidade, permitindo a descentralização da assistência e o suporte especializado em áreas remotas. No entanto, evidenciou-se que barreiras infraestruturais, como a baixa conectividade e a necessidade de capacitação profissional, ainda limitam a plena eficácia da estratégia. Conclui-se que a telemedicina fortalece a APS ao otimizar o manejo clínico e reduzir filas de espera, mas sua sustentabilidade depende de políticas públicas que garantam investimentos contínuos em tecnologia e formação permanente no SUS.